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17. Abr 2026.
São Tomé e Príncipe reafirmou o seu compromisso com a promoção da paz, segurança e cooperação no Atlântico Sul durante a 9.ª Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, realizada no Rio de Janeiro, Brasil, nos dias 8 e 9 de abril de 2026.

Na sua intervenção, a Ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ilza Amado Vaz, destacou a importância da ZOPACAS como espaço estratégico de diálogo e cooperação entre países africanos e sul-americanos, sublinhando que, quatro décadas após a sua criação, o Atlântico Sul deve continuar a afirmar-se como uma zona de paz, livre de armas nucleares e de tensões geopolíticas externas.

A governante chamou a atenção para os desafios persistentes na região, com destaque para a insegurança marítima no Golfo da Guiné, marcada por fenómenos como a pirataria, o tráfico ilícito e a pesca ilegal, que comprometem o desenvolvimento económico e a segurança alimentar dos Estados costeiros. Neste contexto, defendeu o reforço da cooperação regional e internacional para melhorar os mecanismos de vigilância e resposta conjunta.

Apesar destes desafios, São Tomé e Príncipe vê no oceano uma oportunidade estratégica, apostando na economia azul como motor de desenvolvimento sustentável.

 O país tem vindo a assumir compromissos concretos, como a criação de novas Áreas Marinhas Protegidas e a meta de preservar 30% do seu território terrestre e marítimo até 2030. Foi igualmente destacado o papel do país como futuro anfitrião do Secretariado da Economia Azul da África Central.

A intervenção da ministra sublinhou ainda a necessidade de maior financiamento, transferência de tecnologia e promoção do comércio intra-regional para apoiar os pequenos Estados insulares, bem como a importância de investir na juventude, nas mulheres e na transformação digital como pilares do desenvolvimento.

Num momento simbólico que assinala os 40 anos da organização, São Tomé e Príncipe propôs a criação de um Observatório Oceanográfico Conjunto da ZOPACAS, com o objetivo de reforçar a investigação científica, monitorizar as alterações climáticas e promover estratégias de adaptação para as zonas costeiras.

A encerrar, o país reiterou o seu compromisso com o multilateralismo e com os princípios fundadores da organização, defendendo uma abordagem conjunta para enfrentar desafios globais como as alterações climáticas, as desigualdades económicas e as ameaças à segurança.

Com esta participação, São Tomé e Príncipe reafirma-se como um ator ativo na construção de um Atlântico Sul mais seguro, cooperativo e orientado para o desenvolvimento sustentável.